Asfixia - Afonso Nilson

Asfixia

By Afonso Nilson

  • Release Date: 2014-01-06
  • Genre: Mistérios e suspenses
  • Size: 58.97 KB

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Description

Asfixia é um texto teatral escrito para cinco atores. Sua adaptação cinematográfica recebeu o prêmio cinemateca catarinense de 2005, na categoria roteiro de curta-metragem. A partir de um mote bastante simples, o desabamento de uma mina, os conflitos se desenrolam de modo abruto, repletos de surpresas violentas e reviravoltas. A ação se passa em um único ambiente, que se modifica de acordo com as oscilações geológicas que permeiam a trama. Os embates morais, mais do que os físicos, permeiam o enredo em direções inesperadas, remetendo à temáticas contundentes, tensionando o texto a partir de perspectivas éticas de grande atualidade.

A publicação contém prefácio do autor, do qual reproduzimos um pequeno trecho:

“Há uma luta de poder nas relações que se estabelecem. Hierarquias são colocadas em dúvida, e mais que isso, noções de auto-preservação entram em contraste com a possibilidade de sobrevivência mediante o melhor aproveitamento de recursos. Não existem vilões, ninguém é totalmente mau ou bom. O assassinato não é uma alternativa em função de vinganças, ressentimento ou mesmo ganância. Tudo o que acontece, do modo que acontece, provém das escolhas perante o risco a que se está disposto a correr pela sobrevivência do conjunto, e é essa uma das questões primordiais do texto, a vida do indivíduo em face à necessidade do grupo.

Os conflitos de classe que podem ser presumidos nos embates entre o Encarregado e os mineiros acabam por se esmaecer e perder importância no decorrer dos fatos. O Encarregado faz o que faz não porque possui uma posição hierárquica superior, ele o faz porque como qualquer pessoa em situação semelhante, de urgência e terror, almeja sobreviver a qualquer custo. Não existem heróis, pessoas extraordinárias, santos e vilões maquiavélicos. Há apenas homens lutando para sobreviver um minuto a mais, um segundo a mais em meio às oscilações entre a abnegação e o egoísmo assassino”.

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